Tal de ENADE
Notas
sobre o ENADE.
Quero
agradecer a todos que HOJE prestaram o DESSERVIÇO de reduzir às respostas das
perguntas ao mero revanchismo ou sentimento de vingança contra, não ao processo
de aprendizagem, mas contra o processo institucional de um centro acadêmico.
Agradecer
a todos que, com esse fato, DIMINUÍRAM nossos mestres, e sim, há, sem dúvida,
MESTRES dentro da instituição. Obrigada por MENOSPREZAR todo conhecimento
adquirido nas aulas desses caras, que dispensarei citações, pois nesse momento
acredito que vocês saibam exatamente de que/quem estou me referindo. Agradeço por
fazer com que nossos professores se sintam ridiculamente ofendidos no momento
em que as notas do exame forem à público. Se fosse eu um desses mestres
repensaria em toda minha metodologia de ensino, acreditando, obviamente, que a
culpa do fracasso seria toda minha. Que as minhas palavras não alcançaram nem a
superfície dos cérebros aos quais tentei atingir. Me sentiria um péssimo
profissional. Sem drama? Eu pensaria assim.
Devo
também ficar imensamente grata àqueles que inflamam mantras ideológicos sem nem
saber sobre o que está lhe dando. Incrível com somos preguiçosos, acomodados,
indolentes... e perniciosos, por conta disso! Não imagino o que teria de
acontecer dentro da instituição de ensino para que todos os que jogam pedras
simplesmente se levantassem e fossem embora! Ora, mas é muito mais CONFORTÁVEL
continuar reclamando parado que mover meus fios de cabelo para, SEQUER, tentar
fazer algo! Não tente mudar o mundo, você sabe que não vai conseguir. Mas tentar,
repito, SEQUER, fazer algo para melhorar sua vida dentro de um ambiente que você
sabe que passará, no mínimo, dois anos da sua vida... isso você pode. E dependendo
do seu EMPRENHO, você pode até mudar alguma coisa. Não me venha com esse
papinho de ‘burocracias institucionais’. Quem disse que essa é uma tarefa fácil?
Ou rápida? Se você faz parte de um problema e não faz ABSOLUTAMENTE NADA para,
sequer, tentar resolvê-lo, fique calado e morra resignado. Sua voz somente será
ouvida quando se PRESTAR a dar soluções e não quando lançar álcool à brasa.
A
faculdade não é nossa inimiga. Nunca foi. Inimigos mesmo, somos nós de nós
mesmos! A segregação da nossa turma é um belo exemplo disso. O melhor de todos,
eu diria. Mas ainda há aqueles que acreditam em todas essas histórias sobre
teorias conspiratórias... É claro que é muito mais fácil acreditar no que não
se tem certeza que buscar a verdade. Mais uma vez volto a falar sobre o
comodismo e a conformação. Os insatisfeitos conseguem comover a todos os
demais, pois, afinal de contas, existem mais coisas ruins que boas, não é? Não,
não é.
O
que se leva, de verdade, da faculdade é a pura ILUSÃO. Ilusão de ter criado
amigos, ilusão de ter aberto sua mente, ilusão criada por pedaços de papeis
timbrados, carimbados, assinados... ilusão. Só adquire conhecimento de verdade
quem estuda, não é mesmo? Não se estuda dentro da faculdade. Vamos até ela para
cumprir calendários, assinar atas e, invariavelmente, ficar embriagados. Nada mais.
O conhecimento adquirido lá é muito válido sim, mas a partir do momento do
descontentamento, do incômodo. Quando você não se contenta em apenas uma
referência, um livro, uma apostila, um-qualquer-coisa. Quando você BUSCA esse
tal conhecimento a fim de se tornar especialista em alguma coisa. A faculdade
não pode te dar isso. Isso tem que partir de VOCÊ. E se você é um daqueles que
não se importam... bem... não faz diferença, não é?
Preciso
agradecer a todos vocês que alimentam esse ódio mortal pela instituição e
nutrem a ‘guerra’. Todos os motivos são suficientemente bons para haver uma
nova batalha. Mas eu preciso te dizer uma coisa. HOJE não houve batalha. Se você
acredita mesmo que feriu e magoou o coraçãozinho da faculdade não respondendo a
prova ou preenchendo o gabarito como quem joga na loto, desça imediatamente
desse cavalo. É óbvio que o Conceito da instituição pode, e deverá, cair. Sem dúvida.
Mas adivinhe? Mais que provar que a faculdade é ruim essa prova atestará,
irremediavelmente, seu atestado de burrice! Ora, você estuda a quase dois anos,
cinco-seis dias por semana, faz trabalhos e provas, participa de eventos dentro
e fora da faculdade e não consegue responder nenhuma questão relacionada ao seu
curso? Já se passaram quase 1500 HORAS de aula e você ainda não sabe nada? Se alguém
me contasse essa história, a última coisa que eu pensaria seria a de que o
problema estaria na instituição. É sério.
Não
há guerra. Não há batalhas. A faculdade deve ser nossa parceira e não nossa
inimiga. Nós devemos tentar interagir com ela de forma POSITIVA, a fim de não
criar MAIS empecilhos do que já existem. É essa a postura de um ‘futuro gestor’.
É exatamente esse tipo de coisa que o curso tenta nos ensinar! Se nem isso
conseguimos compreender, o que fazemos lá todos os dias ATÉ HOJE?
Não
sei se foi combinado, de propósito. Sei que não havia a menor possibilidade de
entregar aquela prova antes de, no mínimo, duas horas e meia de duração. Isso,
considerando todos nós como super nerds. No início usei essa palavra – desserviço.
E é bem isso mesmo. Usar algo que poderia nos BENEFICIAR DIRETA E IMEDIATAMENTE
e usar isso como uma arma ideológica para atingir um suposto ‘mal maior’. Para aqueles
que ainda não entenderam uma palavra do que falei, irei desenhar, não se
preocupem – cuspir pra cima, tiro no pé. Foi isso que aconteceu. Muito obrigada!
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