Tal de gato
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| Não se iluda. Você já viu esse filme. |
Então. Eu odeio gato. E eu não sou exatamente uma pessoa que odeia tudo que é vivo e que faz barulho não, mas eu odeio gato. Eu realmente, do fundo do meu coração, odeio gato. E também não é pelo motivo que você está pensando, não é mesmo.
Eu não odeio gato porque ele é higiênico, porque ele passa horas do dia limpando seus pelos ou porque eles fazem suas necessidades sempre num mesmo lugar e depois a enterram, deixando tudo escondidinho e limpo. Ou porque eles são animais totalmente independentes e conseguem viver muito bem sem a sua estúpida bola de lã.
Eu não odeio gato porque eles fazem barulho. Eu preciso fazer uma pausa pra perguntar pra você se por acaso você já ouviu um gato falar. Não? Claro que não, gatos não falam. Eles berram. Eles não miam, eles não gritam, eles não falam. Eles berram. E se você já presenciou aquele miado agudo e irritante de terror como se tivesse alguém pedindo socorro com o corpo em chamas, você sabe do que eu estou falando. Mas também não é por isso que eu odeio gato.
Eu não odeio gato porque ele arranha, morde, é frio e interesseiro ou porque talvez eu tenha algum trauma de infância. Eu não tenho nenhum trauma de infância. E mesmo que tivesse isso não é assunto pra discutir com você. (Cadê o telefone da doutora?) Onde eu estava? Ah, sim! Eu não odeio gato porque ele é pequeno demais e você um dia provavelmente vai pisar, sentar, ou rolar em cima deles ou porque eles são muito velhacos e espertos. E arranham. Já falei que arranham?
E também não tem absolutamente nada a ver com o fato de, na semana passada, ter ficado três noites sem dormir porque, de milhões e milhões de telhados na face da terra, uma gata resolver parir em cima do meu. E como nada é ruim o suficiente nas noites seguintes os filhotinhos gritavam e berravam e rolavam em cima do meu telhado. Como diria uma amiga, uma delícia!
Mas não se engane. Eu não odeio gato por causa dessas bobeiras... Eu, pessoa, odeio gato porque eu sou um animal carente e solitário demais pra conseguir manter um relacionamento aberto como esse. Eu preciso de rabos abanando na minha presença. Eu preciso de lambidas na cara e cadeiras derrubadas pela correria dentro de casa. Eu preciso de quintal sujo e fedorento, de porta toda arranhada, de latidos de fome e carrapichos por todo o pêlo depois da primeira vez que passeia sozinho. Eu preciso de tênis e pés de mesa destruídos e de uma companhia que me trate como se eu fosse os Beatles. Eu preciso de um animal que me ame incondicionalmente, porque eu sou exatamente dessa forma.
Eu poderia falar agora... Mas vou reservar um post especialmente para exaltar os meus parentes mais próximos - os cães. Tá me chamando de cachorra? Foda-se, não ligo. Provavelmente você é um gato.

Eu também odeio gato! Por todos esses motivos que não os seus!! rs...
ResponderExcluirPois eu amo gatos,exatamente por serem limpos, independentes, interesseiros e simplismente lindos....Eles tem uma habilidade de seduzir tao grande que vc sempre vai ceder o q ele quiser,enquanto o cao fará as coisas ao seu jeito e vivera repetindo akela gracinha que vc adora e nao cansa de ver e ele nao cansa de fazer so pra você fazer uma carinhosinho nele.... porem tambem amo ser idolatrada, amo saber que se eu demorar a voltar para casa algo pode adoecer por sentir minha falta e varias outras coisas eu gosto nos caes....complicado neh?
ResponderExcluirpor isso tenho um cachorro e uma gata, assim tenho um equilibrio....
Fico observando os comentários de pessoas que dizem que não gostam de gatos. Eu adoro gatos! Adoro principalmente a personalidade dos gatos! Quem diz que não gosta de gatos são pessoas que não conseguem entender esses bichinhos inocentes e incompreendidos, que possuem uma necessidade real de liberdade e independência, um toque de atrevimento e petulância, um senso de higiene e limpeza e se divertem de um modo muito peculiar e todo bonitinho, que ficam com seus donos porque gostam, não porque precisam.
ResponderExcluirAlgumas pessoas dizem que gatos são traiçoeiros e cães são bondosos mas dificilmente observam os bichos para entendê-los. Gatos dão todos os sinais de que seu espaço está sendo desrespeitado. Tal como os cães. Só que gatos não rosnam. Não latem. Os sinais são outros. Cada bicho tem os seus. Não adianta querer que um gato fale a sua língua, ou a língua dos cachorros. Se a pessoa souber respeitar os limites e observar os sinais de um gato, receberá dele um carinho tão intenso, tão sincero e tão horizontal (porque ele não considera você inferior ou superior como os cachorros fazem) que o fará se apaixonar completamente pelos felinos.
Gatos são bichos realmente anarquistas! E quem não gosta de gatos, vez ou outra tem dificuldade de conviver com pessoas com personalidade parecidas com a dos felinos, logo, preferem conviver com pessoas submissas, que não se arriscam, não exploram, não desafiam. Pessoas que não gostam de gatos perdem grandes oportunidades de uma convivência mais calorosa com as pessoas e bichos mais interessantes do mundo porque se sentem incomodadas e inseguras com o excesso de liberdade que os gatos precisam pra viver e, convenhamos, não é justo confrontar com o extinto animal, algo presente nos gatos, nos cachorros, nos humanos, manifestados à partir das necessidades de cada espécie!
E sim, gatos fazem barulho durante o cio ou quando têm filhotinhos mal cuidados, mas assim como os cachorros, sempre tem que ter algo que incomode, né?! Em compensação, possuem olhares encantadores que tem o poder de desarmar quem se dispor a observá-los mais de perto, com olhos e coração despidos de preconceito!